Inspirei-me em ti,


Imagina o meu corpo. Não por fora, mas sim por dentro. E agora imagina veias prestes a rebentar, os órgãos a funcionar mal e o coração a bater tão devagar que até tenho medo que ele pare… E agora imagina uma menina, uma menina frágil. Que carrega com todos estes problemas todos os dias, que todos os dias luta pela sua felicidade e que não sabe se realmente um dia a encontrará. E já pensei realmente que estava bem, mas não estava nem nunca estive, apenas me habituei a esta dor, que se torna indolor e portanto já nem diferença faz. Não finjas que entendes, porque só eu entendo. Não fiques preocupada/o porque eu aguento-me, sempre o fiz e não é agora que isso vai mudar. O meu maior medo? É apaixonar-me. Foi dessa maneira que me magoei e fiquei assim. Se isso acontecer outra vez o mais provável é esconder o sentimento que sinto por essa pessoa e continuar a conviver com ela como se nada passasse. Oh tu que estás a ler estás para aí a pensar que com o tempo eu vou ficar bem e provavelmente isso vai acontecer, mas não tenhas pena se isso não acontecer… É só te habituares a viver com dor que já nem sentes nada. Pensas que passo as noites a chorar? Não, isso não acontece há meses e perguntas-te como o consigo fazer? De tanto chorar as lágrimas secaram e agora só grandes razões me põe mal. Não vou permitir que fiquem com pena de mim, nem vou fazer-me de coitadinha. Apenas sorrio quando estou em baixo. E assim continuarei… Habituas-te, tenho dito.
 Agora que me conheces-te melhor podes marcar diferença e não me deixar?

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